Pirâmides mexicanas: atrévete a explorarlas

Dois amigos vão ao México no fim deste mês e eu resolvi apimentar um pouco suas dúvidas sobre que zonas arqueológicas visitar! rsrsrs O México conta com mais de 2 mil sítios arqueológicos espalhados por todo o país, entre os quais 200 são abertos ao público. Entre esses, 13 são turísticos, mas se o turista for brasileiro o número se reduz a 2 ou 3, já que, como bons estrangeiros, somos muito influenciados por pacotes de turismo e pela mídia popular.

Pois bem, conheci 7 pirâmides em 6 estados (foto abaixo) e não; você não consegue fazer isso ficando 2 semanas no país. Porém, leia o post e descubra porque você deve atreverte pronto a explorar algunas de ellas.

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Começando pela região de Jalisco e indo até Yucatán (esquerda para a direita), minha primeira super dica pouquíssimo explorada é os Guatimontones.

GUATIMONTONES

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Com forma arquitetônica única, Guatimontones, localizado em Teochitlan, é um sítio ideal a ser explorado por quem está hospedado em Guadalajara ou Tequila, já que é o mais próximo a essas cidades turísticas, da região de Jalisco. Não podemos subir nas tumbas, casas, ou seja, em nada, mas apreciar essa forma circular desde baixo já é o suficiente. Aqui vale a pena contratar um guia do complexo, pois além de explicarem muito didaticamente ainda vão colocar todo mundo para jugar pelota a la tradição pré hispânica!

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Eu e minha amiga de São Paulo aprendendo a jugar pelota com as cadeiras.

Depois do dia de explorador arqueológico em Guatimontones minha dica é comer em algum dos vários restaurantes no caminho do sítio. Na região de Jalisco o típico é a torta ahogada e a carne a su jugo. A comida dos restaurantes locais é ótima e a vista é esta aí:

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Vista de um dos restaurantes próximos ao Guatimontones

EL TAJIN

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El Tajin é um achado da região norte de Veracruz. Turisticamente, esse estado é atrativo por sua maravilhosa e enorme zona portuária, mas quem está em Poza Rica tem que dar uma passada nessa zona arqueológica. Cada nicho dessa pirâmide da foto acima representa um dia do ano. É um calendário arquitetônico, minha gente!! rsrs Aqui o guia visual da Folha de S. Paulo atende bem e meu conselho é levar chapéu, protetor solar e garrafas enormes de água. Esse lugar faz 40 graus o ano todo, sério mesmo!

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Eu, toda trabalhada na proteção solar, apreciando essa vista linda.

Depois do recorrido, procurem algum restaurante para apreciarem a culinária veracruzada. Por estar na costa, a especialidade é peixe e frutos do mar. Os tamales, por sua vez, são os melhores que comi em todo o país!

TEOTIHUACÁN

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Teotihuacán é, sem dúvidas, a zona arqueológica mais visita no México. Onde quer que você esteja na Cidade do México, pegue um metrô até o terminal de ônibus (central camionera) e depois um ônibus até Teoti! Compre ida e volta logo para evitar dor de cabeça. A entrada é gratuita aos domingos e reza a lenda que esse bônus é só para mexicanos. Conselho: passe direto pela entrada e sé feliz! Você precisa de um dia todo aqui (sem guia). E nem é porque você quer fazer a prática de balão ou experimentar o restaurante nas alturas, mas porque tem muito o que andar e subir, e subir e subir! Pouquíssimas pirâmides mexicanas são preservadas o suficiente para que possamos pisar nelas, mas aqui está quase tudo liberado! Se preparem para as filas! Tá vendo aquelas cabecinhas encima da pirâmide do sol na foto abaixo? É fila. Eu demorei 50 minutos para chegar ao topo. Boa sorte!

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Eu, posando, antes de enfrentar uma fila maior que de banco no quinto dia útil.

Agora minha última dica para Teotihuacan é a seguinte: Quando der 17h e se anunciar o fechamento do local é quando você vai comprar suas mil lembrancinhas, entre esculturas, mini pirâmides e calendários maias. Impressionante como os preços baixam. É o verdadeiro black friday! Depois disso, só voltar para cidade e ir para o Zócalo, pois com certeza vai tá rolando algum show ou apresentação cultural!

MONTE ALBÁN

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Monte Albán, na região de Oaxaca, estava só para a gente nesse dia! rsrsrs O Guia da Folha atendeu bem, mais uma vez! Aqui rola de comprar chapéu de todos os estilos possíveis e a preço de banana. Compra pra família toda logo! Outra dica é um piquenique esperto nestas várias sombras do local:

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Curtindo uma sombrinha com Argentina e Chile.

MITLA

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Mitla, assim como o Monte Albán, fica em Oaxaca (Ohh estado rico em cultura!). Em 1 hora você conhece tudo e sem guia. O que achei mais interessante é que, ao contrário das outras pirâmides do país, que só viabilizam visita às partes internas aos pesquisadores, Mitla tem uns pequenos corredores subterrâneos pelos quais todos podem passear.

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Minhas amigas do Peru e do Chile começando a explorar o subterrâneo de Mitla.

Depois disso, minha dica é que você vá comer uma paleta embaixo da sombra da árvore com o maior diâmetro de tronco do mundo: el árbol del Tule! É um ahuehuete (Taxodium mucronatum), que tem uma circunferência de copa de aproximadamente 58 metros e altura de 42 metros. Eu precisava ter uma Gopro à época para que vocês conseguissem enxergar o quão grande é essa árvore, mas na falta, esta é a foto que tenho:

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Parte do tronco del Árbol del Tule

PALENQUE

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Agora chegamos à queridinha entre todas as pirâmides que conheci: Palenque, no estado de Chiapas! Meu Deus! Que lugar mágico! Em meio à floresta, super preservado, limpo, acessível e com subidas e entradas permitidas à quase todos os templos! Essa zona pede um dia inteiro para curtir e o guia vale cada centavinho! Além de serem super didáticos e simpáticos, os guias locais vão te ajudar a perceber detalhes da métrica desse sítio, como, por exemplo a da foto a seguir:

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Sinceramente, o modo como a civilização maia construiu uma arquitetura como essa é um mistério! A nós só cabe babar e se maravilhar mesmo! Bem, no mais, os artesanatos de Chiapas são muito peculiares e você poderá comprar com os indígenas entre um templo e outro.

CHICHÉN ITZÁ

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Chichén Itzá é a mais clichê entre as pirâmides. Muito famosa, muito turística, mas muito menos emocionante que Palenque, por exemplo. O guia aqui é indiferente. O da Folha de S. Paulo mais uma vez atende bem! Não se pode subir a nenhuma pirâmide, muito menos entrar. O que me impressionou mesmo foi o campo de futebol deles. É o maior e mais grandioso entre os templos maias.

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Cancha de pelota en Chichén Itzá

Chichén, mesmo não sendo minha preferida, é deslumbrante, né gente! Uma última dica para esse lugar é que, assim como em Teotihuacán, você aproveite as ofertas da hora do fechamento do local! É uma festa! Agora, abre seu olho! Aí estão os cambistas mais espertos de todo o México. Estão tão acostumados a brasileiros, que tentam até adivinhar nossa cidade de origem. Sei lá porque, dois acharam que eu era paulista e que me enganariam com preços nas alturas. Acreditem, leitores, vocês podem comprar uma escultura de pedra por R$5,00 ou uma rede de renda local por R$70,00; é barato mesmo.

É isso, pessoal! Espero que gostem do post e que um dia conheçam boa parte ou mesmo todas as pirâmides que apresentei aqui. Entre as famosinhas (turisticamente falando), só não conheci Tulum, em Cancún, mas foi porque o mar do Caribe era demasiado hipnotizador para que eu conseguisse sair dele e ir recorrer ruínas…. rsrsrsrs

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