Chapada [mágica] dos Veadeiros: 5 dias em São Jorge

Quem já viajou comigo alguma vez sabe que tenho quase que a necessidade de esgotar tudo que o destino pode me oferecer. Às vezes a falta de money à época da viagem não me permite fazer tudo, né… Quantas vezes fui ao Rio e não pulei de asa delta da pedra da Gávea? Contudo, há alguns destinos que mesmo com a melhor disposição e conta bancária ninguém dá conta de ver tudo… Sinto isso com São Paulo e com a Cidade do México, e, agora, com a Chapada dos Veadeiros, no nosso lindo estado de Goiás.

Para começo de conversa é preciso entender que a Chapada (como costumamos abreviar), localiza-se em uma área de 21.338 km² com inúmeras cachoeiras e mirantes e rios… e gente bonita… e vibe boa (olha a empolgação da pessoa! rs) A questão é: talvez em um mês completinho rola de “fechar” a Chapada, mas pra quê, né? Sugiro que pelo menos para não ficar com uma sensação de “podia ter ficado mais”, fique 5 dias; é um bom tempo!

Segunda questão: esqueça aquelas listas TOP 10 das melhores cachoeiras, que uns blogs costumam informar. Como é muito difícil alguém já ter “fechado” esse lugar, como seria possível fazer um ranking? O que percebo é umas dicas bem de papagaio mesmo, um site repetindo o outro. Se permita fazer uma viagem sem tantos planos! Se contagie pelo lugar!

Outra coisa: se você sentir que vai querer voltar outro dia ali, faça uma viagem lógica! Os três lugares onde mais costuma-se hospedar é Alto Paraíso (a city dos ETs), Vila de São Jorge (distrito de Alto Paraíso) e Cavalcante (a cidade que abriga a famosa cachoeira de Santa Bárbara). Alto Paraíso e sua vila ficam a 30km de distância um do outro. Já Cavalcante, é outra viagem. 110km, saindo de Alto Paraíso. Sugiro que se você pretender voltar outras vezes à Chapada, escolha ou Cavalcante ou Alto Paraíso/São Jorge e explore o que estiver perto.

Quem optar pela segunda opção, que foi o que fizemos, precisa saber que Alto Paraíso e São Jorge são lugares muuuuiitooooo diferentes e te proporcionarão viagens igualmente diferentes, o que inclui pessoas, opção de restaurante e hospedagem. Cachoeira não. Pela curta distância entre os lugares é possível conhecer cachoeiras tanto mais próximas a um quanto a outro.

Alto Paraíso tem um clima de uma cidade pequena, abriga o posto de gasolina mais próximo e o único banco (o BB). O caixa 24h de todos os bancos que existia lá foi desativado justamente em julho, quando fomos. Quem sabe reativam ou apareçam novas agências em breve, né? Verifiquem, pois qualquer coisa, vai ter que levar dinheiro vivo. Como assim levar dinheiro? Consigo comprar no cartão não? Conseeeguee, mas vários lugares precisam levantar a maquininha do cartão pro alto pra rede funcionar! hehe não arrisque tanto! Internet no meio do cerrado é algo difícil; a conexão é em outro nível! rs

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Entrada da cidade dos ETs: Alto Paraíso by IG

São Jorge, por sua, vez, é um vilarejo que você anda tudo a pé, não tem asfalto e é a porta de entrada para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Sem banco, sem internet boa, mas com um clima único; único mesmo! Só senti o que senti lá com duas cidades na minha vida: Itaúnas, no Espírito Santo, e San Cristóbal de las Casas, em Chiapas, no México. Sabe aquele lugar que você vai e você pensa: não existe nada neste mundo igual? São Jorge é assim. E essa sensação é subjetiva e indescritível, porém, o que posso dizer é que minhas amigas, Grazy e Cris, que foram comigo, sentiram o mesmo. (Ps: nunca sentiu isso com lugar algum? Tá precisando pensar menos e se jogar mais nesta vida).

20170723_115100Se você for como eu, que adora emergir numa cultura nova, vá em julho. Nessa época acontece o Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros e se você tiver sorte na agenda ainda pega a Aldeia Multiétnica. Indígenas, canções regionais… Sabe aquela música que diz assim: “festa estranha, com gente esquisita…”? hahahahhaa Gente, é tipo isso, mas é porque é tudo muito diferente! Incrível como há um lugar a apenas 270km de Brasília e tão diferente do moderno!

Bom, pessoal, tudo que é diferente é muito excitante, não é mesmo? Mas às vezes rola umas surpresas ruins… A Vila tem 1 mercado, bem pobre de variedade de frutas, e com preços salgadíssimos! Aconselho que se faça uma compra pra essa viagem. Mesmo que você vá chegar em Brasília, alugar um carro e ir pra lá, passe num SUPERmercado em BSB antes. Às vezes a gente pensa que vai lanchar no hotel/hostel/camping, almoçar em um restaurante depois da trilha da manhã e jantar em outro restaurante na volta da trilha da noite. Qual é a realidade? Toma café da manhã bonitinho, almoça qualquer coisa no carro no caminho de uma trilha pra outra e janta que nem esfomeado a noite num restaurante que cheirar melhor! hahaha Isso se você quiser aproveitar bem o dia e conhecer o máximo de lugares possíveis, né?

Nós optamos por conhecer em média 2 cachoeiras por dia, revezando uma trilha difícil de manhã com uma fácil a tarde. Eu, sinceramente, não sei qual o critério que os folders do turismo oficial da região usam para classificar nível de dificuldade de trilha… Eu acho que era só quilometragem, só pode… porque ooh negócio que nos enganou, viu! Além do mais, isso é muito subjetivo… Eu e Cris costumamos fazer umas duas viagens que exigem fazer trilhas por ano, já a Grazi virou trilheira nessa viagem! Ou seja, somos pessoas que não temos o hábito de fazer isso com frequência. Se você é dessas, acredite na nossa classificação! Vou colocar algumas fotos de cada lugar que conhecemos, contar um pouco as nossas impressões, dar o nível de dificuldade e tal. Na hora de escolher, revezem também as difíceis e fáceis em cada dia! É mais inteligente!

NÍVEL EASY

Cachoeira Loquinhas

                           20170723_150401Loquinhas, na Fazenda Loquinhas, mais próxima de Alto Paraíso, foi nossa trilha mais fácil. O lugar parece mais um clube, com tamanha estrutura. Corrimão e escadas bonitinhas  de madeira no trajeto todo, bem curto, por sinal, vários decks em cada poço e esse poço lindo da foto, o Xamã, de um verde esmeralda belíssimo! Enquanto estávamos aí contamos com a companhia de uns miquinhos atrás de comida! Com certeza, o lugar mais acessível ao qual fomos! Imagino até minha vó aí! Deve ser mais bonito em época de cheia, pois nessa foto, por exemplo, era pra ter uma queda d’água ao fundo, mas tá valendo!

Entrada: R$25,00

         Cachoeira São Bento                                                                                                                    20170727_100306A Cachoeira de São Bento, na Fazenda São Bento, mais perto de São Jorge…. AaAhh primeiro falemos da Fazenda! Sério, eu moraria nesse Hotel Fazenda! hahaha Me hospedaria, pelo menos, viu! Rústico, calmo, aconchegante… Enfim… A cachoeira é bem fácil de chegar. Uma ida toda plana e apenas uma parte íngreme na chegada da cachoeira. Lá tem uns poçinhos, tem dois decks de madeira, onde fizemos um picnic. Lindinha, viu! Além disso, por R$20,00 a mais se tem acesso a outras cachoeiras da fazenda: Almécegas I e II! Por falta de tempo, não fomos, mas três em um é bom demais! Vale a pena. Além disso, esse foi o único lugar da nossa viagem que não pegamos estrada de terra até chegar à entrada.  O carro  agradece!

 Cachoeira dos Cristais

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A Cachoeira dos Cristais é um complexo de sete quedas d’água e com um diferencial em comparação às que fomos: pouca pedra e mais areia! Você não vai escorregar aí, ficar saltando de uma pedra a outra. A queda principal (a da foto) é uma prainha de areia branca! Aí tem também um camping, restaurante e uma das vistas melhores que tivemos da Chapada:

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Entrada: R$20,00

Vale da Lua

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Homenageando a Taís na LUA!

No Vale da Lua não tem Cachoeira. As formações rochosas que parecem nossa ideia de Lua já é suficiente, né? Confesso que fizemos muita expectativa com esse lugar, e ao andarmos sobre as pedras, apreciarmos suas formas, pensamos: ok, é isto? Depois, fomos a um dos poços para banho que há aí e tudo mudou. O poço não é melhor do que os outros, nem a água é menos gelada ali. O Silêncio, aquelas pedras lunares que transformamos em cadeira de sol e o sol da manhã mudou tudo! Foi um dos lugares que sentimos mais paz! Mas para uma experiência parecida vale a pena ser um dos primeiros a chegar, viu! A popularidade desse lugar faz lotar de excursões.

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Entrada: R$20,00

        Nível HARD

Cachoeira do Abismo e Mirante da Janela

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Cachoeira do Abismo sem água, mas com a mesma vista espetacular

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Mirante da Janela

Se é pra falar de nível Hard, bora logo pro ultra difícil de uma vez: Cachoeria do Abismo e Mirante da Janela!! Gente, pra começar, em todo site de turismo em que lemos sobre esse lugar eles falam que fica no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Fica? Fica! Porém, na estrada que vai para o Parque há uma bifurcação à esquerda com uma placa minúscula e pintada a mão escrita “Abismo”, e é lá que está a entrada para a cachoeira e o mirante. Ou seja, fazem parte do território do parque, mas a entrada é separada e, ao contrário do parque, que é gratuito, aqui pagamos R$15,00 para o Seu Graciliano, que está cansado de ouvir piada de metido a intelectual que lhe pergunta: “é o Ramos?” (antes que eu me atrevesse ele já avisou que não era o morto). Enfim,  o seu Graciliano tem uma espécie de posto de abastecimento rs na entrada da trilha: água, café e dedo de prosa liberado! Ele nos instruiu bem sobre a dificuldade da trilha (vai quem quer!). Realmente, são 14km ida e volta bem difíceis, viu! Escada, pedra, toco… sol, sol, sol… A primeira parada mais demorada na trilha é pra apreciar a vista desde a Cachoeira do Abismo, que em julho fica assim sem água (tempos de seca, no cerrado; já estamos há 4 meses sem chuva). A segunda e mais esperada parada é o Mirante da Janela (o que é esse miranteeeee!!!!) É assim: quando você chegar num monte de pedra que não tem mais seta de sinalização e que a única opção de caminho é um precipício ou a volta você chegou! Aí contorna essas pedras grandes, faz um parkour pra descer uma dessas pedras e pronto: agradece, chegooouu!!! Fica uns bons minutos admirando a vista e depois eternize esse lugar com uma foto! É de se orgulhar, então tem que registrar!

Entrada: R$15,00

Poço das Esmeraldas e Cachoeira Cordovil

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Poço das Esmeraldas

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Cachoeira Cordovil

O Poço das Esmeraldas e a Cachoeira Cordovil ficam na estrada saindo de São Jorge em direção a Alto Paraíso (mais próxima da primeira). É uma propriedade particular, como a maioria dos lugares aos quais fomos, mas aqui tem que abrir a porteira da fazenda mesmo! haha É um lugar tão acolhedor, gente! O dono é o seu Lauro, um senhor servidor aposentado que largou Brasília pra morar no seu paraíso particular, o qual há apenas alguns anos está aberto ao público! Ganhamos muito com isso, né? Bom, são 9km ida e volta, sendo que a primeira parada é no Poço Esmeralda, cuja água é cristalina e cheia de peixinhos massageadores! A última parada, por sua vez, é a Cachoeira Cordovil. A trilha é hard porque tem muita pedra e pedra bamba. Fomos recompensadas com um arco-íris no final da tarde!

Entrada: R$20,00

Canyons e Cachoeira Cariocas

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Canyons

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Cariocas

Cayons e Cariocas estão dentro do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, logo, é 0800! Por estar dentro de um “Parque” é fácil? Naada… O parque tem trilha que exige até que você passe a noite por lá! Ainda não estamos tão trilheiras para encarar essa, mas a Canyons/Cariocas é uma trilha tranquila! Difícil pela extensão: 12km ida e volta, mas quase toda plana, o que é vida!! Gostamos muito desses dois lugares porque neles há uns paredões de pedra onde tomamos sol, meditamos… É um lugar naturalmente mais cheio que as propriedades particulares que conhecemos, mas igualmente relaxante. O som da água abafou qualquer som de conversa alheia!

Entrada: R$0,00

Impressões gerais, mais algumas diquinhas e fim de papo

Pessoal, acho que resumi nossa trip de 5 dias pela Chapada dos Veadeiros! Conseguimos fazer muita coisa, né? E o melhor é que não fizemos nada na correria. Desfrutamos bem cada lugar… assim que tem que ser! A Chapada é um lugar de bastante liberdade… de pessoas livres… de mentes livres! Um lugar que acolhe todas as tribos (às vezes literalmente) e que todas se respeitam! Para aproveitar bem o tempo é preciso, primeiramente, ir de carro e “segundamente” acordar cedo, é claro! Quanto ao carro, especificamente, eu sinceramente não acho bom ir com carro 1.0 não. Falei bastante das trilhas caminhadas aqui, mas para quase todos os lugares há uma trilha de carro na areia fofa, na terra, na pedra com água… Nós fomos em um FIAT Uno Sport 1.4 e ele aguentou, ainda que (coitado) teve que dar umas boas arrancadas de primeira pro Abismo e Janela, pra Cordovil e pro Vale da Lua, por exemplo. 4×4 é o que há nesse lugar! Se tiver vindo de avião e for alugar um carro, opte por um assim. Quanto à hospedagem, as opções em São Jorge são diversas – há pousadas, na média de R$200,00, hostels, na média de R$100,00, e Campings, entre R$25,00 a R$50,00. Nós ficamos no  Camping Kantu e lá fomos bem auxiliadas na montagem da barraca e tal, porém, o local tinha apenas 3 tomadas desocupadas, um fogão de 4 bocas e uma geladeira daquela fininhas, sabe? Como em julho há muita gente em São Jorge, o camping estava cheio e, nessas condições, caótico! Uma sugestão para quem gosta de camping, mas, assim como nós, não é tão roots, é ir sem reserva mesmo, estacionar na entrada da cidade, bem ao lado desse mural da primeira foto, e caminhar por aí dando a sua analisada nas opções. Nessa época até os quintais de casas residenciais viram camping… Há várias possibilidades e muito próximas uma da outra. Em relação a restaurante, conheçam o Spoleto de São Jorge: Restaurante Buritis. É o lugar ideal para repor energia pós trilha!

No mais, se deixem contagiar com a magia do lugar. Sempre ouvi falar que a Chapada era um lugar mágico. Com um post de blog não consigo externar essa comprovação, mas é. É sim! Rolou até um nudes em um dos dias! hahaha Mas isso é uma outra história!

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“Cidade de Goiás” e de encantos

Post escrito a duas mãos e muito carinho por mim e Marília.

“Goiás”, “Goiás Velho” ou “Cidade de Goiás” (conforme sua intimidade permitir) é uma pequena cidade colonial localizada a 140km de Goiânia – local que tomou seu posto de capital do estado de Goiás, em meados de 1930. Convenhamos… a melhor coisa que aconteceu foi isso! Se Goiás Velho está preservadinha e linda como está é porque o desenvolvimento, as fábricas, os grandes negócios etc. foram ser construídos pra lá.

Hoje a cidade vive, basicamente, da agropecuária e do turismo, além é claro, do comércio local, entre os quais destaco os da família da minha super amiga que escreveu este post comigo: Marília. Ela tem a única e maravilhosa escola de línguas da cidade, FISK, e seu marido, Djalma, tem a marcenaria de móveis rústicos e coloniais Império Madeira, que além de dar um toque único na decoração de casas e apartamentos, ainda faz o trabalho de entalhe na madeira, tanto em móveis quanto em placas, o que contribui para que a parte do centro histórico de Goiás não perca o seu ar pitoresco. Lembra aquela novela da Globo gravada na cidade? “Em Família”! Pois é; boa parte dos móveis das gravações são do Djalma, da Império e da Marília! Rsrsrs

Foi nessa época da novela, 2013, que o point da city deixou de ser somente a praça do Coreto – belíssima – e passou a ser também o local alí da ponte, ao lado da casa de Cora, e em frente ao CAT (Centro de Atendimento ao Turista). Bruna Marckezine e Humberto Martins adoravam tomar alguma coisa no Bar do Primo, de lá, e acabaram ajudando a atrair moradores e turistas.

A praça do Coreto, contudo, continua sendo parada obrigatória! Dentro do coreto tem uma sorveteria de sabores do Cerrado, que todo mundo tem que experimentar! Os sorvetes ou picolés de, por exemplo, castanha de baru, cajazinho e jabuticaba, são imperdíveis, e o preço é bastante justo – R$ 3.00 a bola ou o picolé.

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Outro local de parada obrigatória, obviamente, é o Museu Casa de Cora Coralina, dessa escritora bastante prestigiada e com vários títulos e prêmios no currículo – Doutora Honoris Causa da UFG e Intelectual do ano de 1983 do Prêmio Juca Pato, por exemplo.  Ela se foi, em 1985, mas a casa e sua poesia ficaram intactas e vale muito a pena visitar. A entrada custa R$ 8,00 reais.

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O Palácio Conde dos Arcos, antiga sede do Governo do estado de Goiás, é outra belezinha! Acho até que gostei mais desse lugar do que da Casa de Cora, mas talvez tenha sido por causa do guia. O doutor Zé Filho vai te proporcionar um tour descontraído por cada salão do casarão, contando de forma crítica a história da cidade e do estado e ainda tirando boas fotos de você e seus amigos! Exija esse guia, pois é o the best!!

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A Igreja de Nossa Senhora do Rosário não tem nada de muito surpreendente por dentro, mas conta com uma faixada incrível com estilo gótico e uma arquitetura singular além de um pátio maravilindo, com plantação de uva, várias plantas, banquinhos. Muitos books de casamento são feitos aí e não é para menos! Ela já foi local de diversos casamentos, inclusive de casais de outras cidades e de celebridades, como o ator Murilo Rosa e a modelo Fernanda Tavares. O ouro da cidade, gente, foi todo levado para outros lugares, mas essa igreja brilha mesmo sem a riqueza típica de cidades coloniais.

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O Museu das Bandeiras, construído por escravos no século XVII, é a antiga casa de câmara e cadeira construída em 1766 e um dos prédios mais impontes da cidade, por ter dois pavimentos. Suas paredes têm mais de um metro de espessura para evitar, no passado, a fuga dos presos. Segundo dizeres populares, em toda sua história apenas um homem conseguiu fugir de lá. O seu acervo é composto por artigos indígenas de tribos extintas que viviam na região, artigos do garimbo, escravidão, entre outros. Esse local também conta com acessibilidade para necessidades especiais, proporcionando aos visitantes o uso de elevador.

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A igreja de Santa Bárbara fica em um dos pontos mais altos da cidade. Para ir até lá tem que ter pique para subir mais de 120 degraus de sua escadaria. Essa igreja mais afastada era a antiga igreja dos escravos e proporciona ao visitante uma boa vista da cidade e um por do sol sem igual.

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O Museu de Arte Sacra da Boa Morte, assim chamado por estar localizado na antiga Igreja da Boa Morte, construída em 1779, tem arquitetura barroca e apresenta em seu acervo, além dos artigos litúrgicos, esculturas sacras do escultor goiano Veiga Vale, quem por muitos foi comparado a Aleijadinho.

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O que particularmente acho de maravilhoso para o turista é que a maioria desses pontos é bem pertinho uns dos outros. Ex: na praça do coreto você pode visitar Catedral de Sant´Anna, Museu de Arte Sacra, Palácio Conde Dos Arcos e a poucos metros a Igreja do Rosário, Casa de Cora , Quartel do XX e o majestoso Museu das Bandeiras.

Agora, já tá bom de museu e igreja? Acha que cidade histórica só tem isso mesmo? Não. Quem gosta de natureza, água e descanso tem também!! Dentro mesmo da cidade há o Largo da Carioca, que é um local de lazer construído pela prefeitura da cidade e mais visitado pelos nativos. Por lá passa o Rio Vermelho e as pessoas podem banhar, fazer pic nic, churrasco improvisado nas pedras, caminhar, tirar umas fotos e ainda conhecer o Chafariz do Largo, que foi a primeira fonte pública de abastecimento de água da região. Passeio 0800 e muito agradável!

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Além disso, quem tiver uma 4×4 ou disposição para subidas caminhando, vá ao Parque Estadual Serra Dourada, a cerca de 40km da  Cidade. Prepare-se para água, natureza e esta vista!

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Legal, né? Tudo muito lindo e preservado, tanto a parte histórica como a natural! Para se impressionar com a comida da região também, é bom comer empadão goiano molhadinho e pastelzinho de doce de leite com canela. Pra quem tá acostumado com os preços de Brasília, os de Goiás estão dados! Pra quem tá acostumado com os de Goiânia, tá mais barato também! Hehe

Em geral, Goiás Velho proporciona um turismo barato, minha gente, e que você pode fazer em um fim de semana! Mas se puder, mate dois coelhos com uma cajadada só e fique mais tempo na cidade durante os dois principais eventos, que ocorrem todos os anos: a Procissão do Fogaréu, na Semana Santa, e o FICA (Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental), que ocorre geralmente no mês de junho!

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Procissão do Fogaréu

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Se surpreenda com o que Goiás tem de melhor! Vocês não vão se arrepender!

 

Um refúgio chamado Lavras Novas

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Sempre que eu pego um engarrafamento corriqueiro de cidade grande eu penso: felizes os que têm uma Lavras Novas como refúgio! Esse vilarejozim da foto acima dá uma paz danada e todo mundo que estiver passando por perto merece se maravilhar por aqui!

Localizada a 17 km de Ouro Preto e com acesso pela Rodovia dos Inconfidentes, Lavras tem duas ruas principais, uma igreja, comida deliciosa, cachoeiras, vistas lindas e gente hospitaleira feliz!

Para quem gosta de cavalgar, andar de quadriciclo ou fazer esportes de aventura como rapel e tirolesa, encontrará responsáveis locais bem na entrada do distrito.

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Para quem não gosta desse tipo de passeio ou simplesmente não está afim, tem uma porção de outras coisas pra fazer! As ruelas já são por si só convidativas. As casas são lindas e nos fazem voltar à época colonial:

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A Igrejinha de Nossa Senhora dos Prazeres foi construída em 1740, fica bem no meio da vila e, sinceramente, quem não casaria facilmente numa igreja simples como esta, hem?

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As lojinhas de artesanato têm peças muito parecidas às encontradas em Ouro Preto e Mariana, tais como namoradeiras, tapetes de sisal, esculturas de anjo e santos, almofadas de fuxico, entalhes em madeira etc. Comprar isso tudo aqui, contudo, é ajudar a movimentar a economia local, muito dependente do turista.

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Por falar em turista, a gente se amarra em tirar umas fotinhas engraçadas em certas “pontos de foto” local! rs A foto com o “pinga nimim, pinga nocê”, por exemplo, é obrigatória!

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Outra coisa que turista adora é comer bem, barato e com vista panorâmica, não é meixmo? Então recomendo demais o Restaurante Pousada Serra do Luar, do falecido senhor Domingos. Lá contamos com um Self-service feito no fogão a lenha a módicos R$18,00 por pessoa e com direito a esta vista:

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Um ponto bom pra fazer “um kilo” nessa cidade ou mesmo meditar, ouvir uma musiquinha, ler um livro, fazer um picnic etc etc etc é a represa do Custódio, à qual você pode chegar com uma hora e 30 min de caminhada ou, de modo mais rápido, com um carro:

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Perto daí fica a Cachoeira dos Prazeres, mas, infelizmente, ainda não a conheci… Existem várias cachus queridinhas – a Três Pingos, Castelinho, do Falcão e Namorados, por exemplo -.  A cachoeira do Pocinhos é tranquila, isolada e no caminho conta com uns mirantes de tirar o fôlego:

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Enfim, essa é uma cidade para ir várias vezes, para passar um fim de semana, para ir com amigos, com namorado… um lugar para se desligar ou se refugiar!

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Até logo, Lavras Novas!

 

 

Pirâmides mexicanas: atrévete a explorarlas

Dois amigos vão ao México no fim deste mês e eu resolvi apimentar um pouco suas dúvidas sobre que zonas arqueológicas visitar! rsrsrs O México conta com mais de 2 mil sítios arqueológicos espalhados por todo o país, entre os quais 200 são abertos ao público. Entre esses, 13 são turísticos, mas se o turista for brasileiro o número se reduz a 2 ou 3, já que, como bons estrangeiros, somos muito influenciados por pacotes de turismo e pela mídia popular.

Pois bem, conheci 7 pirâmides em 6 estados (foto abaixo) e não; você não consegue fazer isso ficando 2 semanas no país. Porém, leia o post e descubra porque você deve atreverte pronto a explorar algunas de ellas.

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Começando pela região de Jalisco e indo até Yucatán (esquerda para a direita), minha primeira super dica pouquíssimo explorada é os Guatimontones.

GUATIMONTONES

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Com forma arquitetônica única, Guatimontones, localizado em Teochitlan, é um sítio ideal a ser explorado por quem está hospedado em Guadalajara ou Tequila, já que é o mais próximo a essas cidades turísticas, da região de Jalisco. Não podemos subir nas tumbas, casas, ou seja, em nada, mas apreciar essa forma circular desde baixo já é o suficiente. Aqui vale a pena contratar um guia do complexo, pois além de explicarem muito didaticamente ainda vão colocar todo mundo para jugar pelota a la tradição pré hispânica!

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Eu e minha amiga de São Paulo aprendendo a jugar pelota com as cadeiras.

Depois do dia de explorador arqueológico em Guatimontones minha dica é comer em algum dos vários restaurantes no caminho do sítio. Na região de Jalisco o típico é a torta ahogada e a carne a su jugo. A comida dos restaurantes locais é ótima e a vista é esta aí:

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Vista de um dos restaurantes próximos ao Guatimontones

EL TAJIN

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El Tajin é um achado da região norte de Veracruz. Turisticamente, esse estado é atrativo por sua maravilhosa e enorme zona portuária, mas quem está em Poza Rica tem que dar uma passada nessa zona arqueológica. Cada nicho dessa pirâmide da foto acima representa um dia do ano. É um calendário arquitetônico, minha gente!! rsrs Aqui o guia visual da Folha de S. Paulo atende bem e meu conselho é levar chapéu, protetor solar e garrafas enormes de água. Esse lugar faz 40 graus o ano todo, sério mesmo!

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Eu, toda trabalhada na proteção solar, apreciando essa vista linda.

Depois do recorrido, procurem algum restaurante para apreciarem a culinária veracruzada. Por estar na costa, a especialidade é peixe e frutos do mar. Os tamales, por sua vez, são os melhores que comi em todo o país!

TEOTIHUACÁN

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Teotihuacán é, sem dúvidas, a zona arqueológica mais visita no México. Onde quer que você esteja na Cidade do México, pegue um metrô até o terminal de ônibus (central camionera) e depois um ônibus até Teoti! Compre ida e volta logo para evitar dor de cabeça. A entrada é gratuita aos domingos e reza a lenda que esse bônus é só para mexicanos. Conselho: passe direto pela entrada e sé feliz! Você precisa de um dia todo aqui (sem guia). E nem é porque você quer fazer a prática de balão ou experimentar o restaurante nas alturas, mas porque tem muito o que andar e subir, e subir e subir! Pouquíssimas pirâmides mexicanas são preservadas o suficiente para que possamos pisar nelas, mas aqui está quase tudo liberado! Se preparem para as filas! Tá vendo aquelas cabecinhas encima da pirâmide do sol na foto abaixo? É fila. Eu demorei 50 minutos para chegar ao topo. Boa sorte!

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Eu, posando, antes de enfrentar uma fila maior que de banco no quinto dia útil.

Agora minha última dica para Teotihuacan é a seguinte: Quando der 17h e se anunciar o fechamento do local é quando você vai comprar suas mil lembrancinhas, entre esculturas, mini pirâmides e calendários maias. Impressionante como os preços baixam. É o verdadeiro black friday! Depois disso, só voltar para cidade e ir para o Zócalo, pois com certeza vai tá rolando algum show ou apresentação cultural!

MONTE ALBÁN

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Monte Albán, na região de Oaxaca, estava só para a gente nesse dia! rsrsrs O Guia da Folha atendeu bem, mais uma vez! Aqui rola de comprar chapéu de todos os estilos possíveis e a preço de banana. Compra pra família toda logo! Outra dica é um piquenique esperto nestas várias sombras do local:

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Curtindo uma sombrinha com Argentina e Chile.

MITLA

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Mitla, assim como o Monte Albán, fica em Oaxaca (Ohh estado rico em cultura!). Em 1 hora você conhece tudo e sem guia. O que achei mais interessante é que, ao contrário das outras pirâmides do país, que só viabilizam visita às partes internas aos pesquisadores, Mitla tem uns pequenos corredores subterrâneos pelos quais todos podem passear.

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Minhas amigas do Peru e do Chile começando a explorar o subterrâneo de Mitla.

Depois disso, minha dica é que você vá comer uma paleta embaixo da sombra da árvore com o maior diâmetro de tronco do mundo: el árbol del Tule! É um ahuehuete (Taxodium mucronatum), que tem uma circunferência de copa de aproximadamente 58 metros e altura de 42 metros. Eu precisava ter uma Gopro à época para que vocês conseguissem enxergar o quão grande é essa árvore, mas na falta, esta é a foto que tenho:

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Parte do tronco del Árbol del Tule

PALENQUE

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Agora chegamos à queridinha entre todas as pirâmides que conheci: Palenque, no estado de Chiapas! Meu Deus! Que lugar mágico! Em meio à floresta, super preservado, limpo, acessível e com subidas e entradas permitidas à quase todos os templos! Essa zona pede um dia inteiro para curtir e o guia vale cada centavinho! Além de serem super didáticos e simpáticos, os guias locais vão te ajudar a perceber detalhes da métrica desse sítio, como, por exemplo a da foto a seguir:

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Sinceramente, o modo como a civilização maia construiu uma arquitetura como essa é um mistério! A nós só cabe babar e se maravilhar mesmo! Bem, no mais, os artesanatos de Chiapas são muito peculiares e você poderá comprar com os indígenas entre um templo e outro.

CHICHÉN ITZÁ

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Chichén Itzá é a mais clichê entre as pirâmides. Muito famosa, muito turística, mas muito menos emocionante que Palenque, por exemplo. O guia aqui é indiferente. O da Folha de S. Paulo mais uma vez atende bem! Não se pode subir a nenhuma pirâmide, muito menos entrar. O que me impressionou mesmo foi o campo de futebol deles. É o maior e mais grandioso entre os templos maias.

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Cancha de pelota en Chichén Itzá

Chichén, mesmo não sendo minha preferida, é deslumbrante, né gente! Uma última dica para esse lugar é que, assim como em Teotihuacán, você aproveite as ofertas da hora do fechamento do local! É uma festa! Agora, abre seu olho! Aí estão os cambistas mais espertos de todo o México. Estão tão acostumados a brasileiros, que tentam até adivinhar nossa cidade de origem. Sei lá porque, dois acharam que eu era paulista e que me enganariam com preços nas alturas. Acreditem, leitores, vocês podem comprar uma escultura de pedra por R$5,00 ou uma rede de renda local por R$70,00; é barato mesmo.

É isso, pessoal! Espero que gostem do post e que um dia conheçam boa parte ou mesmo todas as pirâmides que apresentei aqui. Entre as famosinhas (turisticamente falando), só não conheci Tulum, em Cancún, mas foi porque o mar do Caribe era demasiado hipnotizador para que eu conseguisse sair dele e ir recorrer ruínas…. rsrsrsrs

O Rio de Janeiro continua sendo…

Como diz a letra da canção, o Rio é de Janeiro, fevereiro e março, né? Mas minha dica deste post é que nesses meses o turista vá ao Rio mais pelas muitas festas dessa época do que pelo turismo em si. Se em outra época você conseguiria em um mesmo dia conhecer o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, entre Réveillon e Carnaval isso é praticamente impossível, pois só no Cristo o turista vai encarar umas 4 horas de filas. É que a cidade vai estar lotada de estrangeiros e de brasileiros de todos os Estados do Brasil.  Eu, infelizmente, mesmo se tivesse recebido essa dica, não teria opção de ou turistar ou festejar. Estive no Rio com a Ivy, amiga paulista, a Paulina, chilena, o Eric, também chileno, e o Emmanuel, Argentino, então, daí vocês já tiram que o negócio era farrear e turistar… Loucura, loucura, minha gente! hehe

Assim, diferentemente de outros posts de turismo que já fiz aqui, não vou fazer um roteiro de o que você deve fazer em cada dia de estadia na Cidade Maravilhosa! Dependendo da época do ano e das suas prioridades, você escolhe o que fazer em cada dia. Aqui vou apenas dar algumas dicas de: 1º lugares para curtir a noite carioca, e 2º praias maravilhosas e 3º pontos turísticos imperdíveis!

3 lugares para curtir a noite carioca

1- Lapa 40 graus, na Rua Riachuelo 97, no bairro Lapa

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Essa boate do Carlinhos de Jesus conta com 3 ambientes. No primeiro piso tem várias mesinhas e é lá que rola o esquenta para a atração principal da noite. No segundo piso tem muitas mesas de sinuca, e no terceiro é a boate em si, com o palco, o dj, etc. Calhou de irmos no dia que estava tendo o forrozinho do Dona Zaíra! Foi R$30,00 a entrada e, pelo que eu vi, essa é a média de preço. Por volta de 4 da manhã rola aquela “expulsadeira” básica, ligando as luzes e talz, mas tudo bem, né!

Programação: http://www.lapa40graus.com.br/novo/pt/index_rio.php#programacao

2- Clube dos Democráticos, na Rua Riachuelo 91, no bairro Lapa

Acabou que não tiramos fotos nesse dia. É que a ideia era dançar até suar! hehe. O clube é um casarão histórico. No primeiro piso você compra a entrada (foi R$20,00) e no segundo é onde rola forró, samba, chorinho e MPB a depender do dia! Nós fomos na quarta: dia do Forró do Democráticos! A galera que frequenta é forrozeira mesmo! Agora, é o seguinte: melhor chegar cedo na quarta, pois 1h30 da manhã, 2 horas no máximo, acaba tudo! Sem banda, sem dj, e luzes acesas!

Programação: https://pt-br.facebook.com/Clube-dos-Democr%C3%A1ticos-289013451123297/

3 – Toca da Gambá, na Travessa Carlos Gomes, 23, no bairro Santana, em Niterói

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Está em Niterói? Já foi ao MAC, ao Forte Santa Cruz, ao Parque da Cidade, etc.? Cai pra roda de Samba do Toca da Gambá! Fomos em um domingo por volta de 20h, pagamos R$30,00 e curtimos um pagode como música ambiente e depois uma roda de samba com os sambas clássicos! É um bar enorme, com muitas mesinhas e bastante ventilado. Por volta de meia noite estava acabando; também era domingo, né!

3 praias maravilhosas

1- Praia da Barra, na Zona Oeste

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Para mim a Praia da Barra é a melhor da capital carioca. Ficamos no posto 5 e no posto 3. Mas independente do posto, acho essa praia melhor que as da Zona Sul, pois a sensação de segurança que falta lá encontramos aqui! Além disso, não tem aquele tanto de vendedor ambulante vendendo queijo, esfirra, biscoito globo e mate rsrs. Eu sei que tudo isso é uma delícia, mas na Zona Sul você nem terminou de comer uma coisa e já tem outro vendedor gritando no seu ouvido, enquanto na Barra não! Para mim tudo na Barra é na medida certa! Quantidade de visitantes, quantidade de ambulantes, quantidade de salva vidas! Enfim, essa é a praia para ir mais de uma vez e ficar o dia todo!

2- Prainha, na Zona Oeste

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O acesso a essa praia é um pouquinho difícil. Ônibus? Não vi! E de carro é bom ir cedo, pois estacionamento alí é bem escasso e é melhor não arriscar colocar carro em qualquer lugar, pois a polícia guincha mesmo! Bem, é uma praia pequena, como o próprio nome já sugere, tem uma vegetação linda ao seu redor, um mirante no caminho -onde se pode tirar ótimas fotos -, tem poucos vendedores ambulantes, poucos turistas e um monte de surfista a partir das 18h! rsrs O mar é mais agitado que o da Barra, mas isso não é problema!

3- Praia do Arpoador, na Zona Sul

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Eu indicando praia da Zona Sul, onde estão os milhões de ambulantes e de turistas? Onde mal mal se consegue um quadradinho na areia nessa época do ano? hehe SIIM!! É que essa praia vale super a pena para quem aprecia ver o pôr do sol! Todas as tardes a galera se reuni na “pedra do arpoador” para de despedir do sol com muito aplauso! É uma vibe muito legal! Acho que agrada dos casais aos grupinhos de amigos!

3 pontos turísticos imperdíveis

1- Pão de Açúcar

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Meu conselho é ver a cidade se ascender lá de cima! O trajeto do bondinho em si é super rápido. O gostoso é curtir os vários mirantes e ver o pôr do sol e as luzes da cidade desde um deles! A entrada é R$71,00 para adultos, R$0,00 para crianças de até 5 anos. R$35,00 para os de 6 a 21 anos e também para os que tenham carteirinha de estudante. O último bondinho para voltar para a Praia Vermelha é 21h, então nada de se distrair e ficar para trás!

Para comprar ingresso antecipadamente: http://www.guicheweb.com.br/bondinho/

2- Cristo Redentor

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Se puder evitar este passeio nos meses entre réveillon e carnaval evite! Corra que nem diabo da cruz! Eu desta vez não fui, mas meus amigos, que não sabem que outra oportunidade terão de conhecer o RJ foram. É lindo e todo mundo tem que ir pelo menos uma vez na vida, contudo, se você for voltar ao Rio em outra época deixe o Cristo para depois! Não estando de carro, você pega uma vã para a primeira subida. O legal é pegar a vã na Paineiras, por R$35,00 ida e volta. As de Copacabana e do Largo do Machado são mais caras. Umas 4 horas de fila depois você estará no pé do Cristo e tirará uma foto com dezenas de outros turistas no quadradinho que você conseguir!

3- Maracanã

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Maraca sem ser em dia de jogo? Sim! A visita guiada acontece de 15 em 15 minutos com guias bilíngues. Custa R$40,00 a inteira e R$20,00 a meia, com carteirinha de estudante. Especialmente para nós brasileiros a entrada no estádio dá uma emocionadinha! Nem precisa entender de futebol não! O local tem um clima que te envolve! Até efeito de grito de torcida na entrada do gramado rola!

Então, pessus, esse foi meu TOP 3 Rio de Janeiro – 3 lugares para curtir a noite; 3 praias e 3 pontos turísticos! Óbvio que Rio tem uma infinidade de coisas para fazer! Rola um dia todo em Niterói (depois faço um post só disso); rola 1 dia para Parque Lage e Jardim Botânico; outro dia para Floresta da Tijuca; uma tarde na Lagoa Rodrigues de Freitas; pose com Drummond em Copacabana, e pra quem tiver muito afim dá até para enfrentar 3 horas de fila para ver o Museu do Amanhã, mas aqui a ideia foi mesmo mostrar o que mais gostei! Espero que vocês se identifiquem com as dicas!

Sendo manezinha no paladar!

Levanta a mão quem foi a Floripa justamente em época de frio!! Isso mesmo, eu fui! rsrsrs Além de turistadas por museus, pracinhas e pela cidade vizinha -Blumenau -, não pude deixar de curtir o melhor da culinária manezinha em alguns restaurantes/barzinhos da ilha e do continente! Para vocês, queridos leitores viajantes, deixo 3 super dicas de onde comer muitooo bem:

1º Happy Hour com chopp e pastel de berbigão no Box 32 do Mercadão

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Várias “celebridades globais” já passaram por esse aconchegante barzinho, como se pode ver nos porta retratos acima. As garçonetes são muito atenciosas; a que estava nos atendendo tirou essa foto lindinha minha e da minha amiga Paola! O único ponto negativo do local, que vale dizer, foi inaugurado em 1984, é que não tem um banheiro do próprio bar; temos que usar o banheiro do Mercadão, pagando R$1,00 a cada ida…

2º Camarão à Castanhola na Casa do Chico, na Lagoa do Conceição

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Esse restaurante aguça todos os sentidos, viu! Nos ganha pela vista linda da lagoa; gera ansiedade pelo cheiro dos vários deliciosos pratos; e nos faz virar fãs pelo sabor! Nossa pedida foi esse camarão ao molho castanhola, tomate, pimentão, cebola e azeitona preta, por R$79,50! Mas da próxima vez vou ter que comer o Camarão à Kabotyá – delícia de camarões na abóbora!

3º Filé de linguado ao molho de camarão no Restaurante do Mocá, na Praia das Palmeiras

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A Praia das Palmeiras abriga vários restaurantes conhecidos na cidade; e, entre eles, eu, a Evely e o Eustáquio escolhemos o Restaurante do Mocá! Por R$100,00 comemos um Filé de linguado ao molho de camarão acompanhado com arroz, salada e pirão. Atendimento familiar e outra vista linda!

Essas são minhas três dicas de Floripa! Bom apetite!

As mulheres que habitam em mim

Me empolga a ideia de deitar no computador as inquietações da vida. Apesar disso reluto em escrever. O título surge na confidencia com a amiga, a primeira frase durante o banho, o desenrolar e o resto na hora de dormir. E já não posso dormir. Enquanto cuido em fechar os olhos, as palavras prosseguem em busca uma da outra. Substantivo com adjetivo, frase com frase, parágrafo com parágrafo. Aqui cabe um parêntese. Não esperem nada original. Nessas poucas linhas já recorri a Machado uma ou outra vez e você, leitora sensível, se pergunta onde, quando e por quê. É que no meu teclado tudo é remiscência. O que li e vivi faz parte de mim e transborda. Faz parte de mim e transcende. Faz parte de mim e me forma. E me transforma. E me muda. E, neste instante, me impulsa a escrever.

Não sou a mesma de há 7 meses, e talvez nem esteja aqui em 7 dias. A vida pode ser tão efêmera que chega a não valer a pena ser uma mulher só. Que monótono seria não ser metamorfose. Eu gosto de descobrir-me borboleta. Olhar pra trás e enxergar o ovo, a lagarta e a pupa. Como é bom rir dos erros cometidos; surpreender-se com as lágrimas só agora vistas como desnecessárias; perceber a força daquela decisão tomada. Aaaahh, e eu que pensava que aquela decisão era tão insignificante. É que eu ainda não compreendia que algo tão pequeno como o vôo de uma borboleta podia causar um tufão do outro lado do mundo.

Mas calma, não vou filosofar sobre a teoria do caus. Os filmes e os livros já o fizeram suficiente e não quero ser cansativa. A questão é que, tal como Clarice, eu antes era uma mulher que sabia distinguir as coisas quando as via, mas que agora cometi o erro grave de pensar. Pensar é uma carga pesada demais e desde que rasgamos os sutiãs há algumas décadas dissemos SIM às consequências desse peso. Eu sei. Eu não fui às ruas à época. Meu um quarto de século bem vivido não me permitiu participar desse momento histórico tão singular. É que não lembro só do vivido. Sou um pouquinho da minha mãe; sou um pouquinho da minha cidade; um pouquinho do meu país e um pouquinho de globalização. Sou um “o quê?”; um quase tudo; e, ao mesmo tempo, nada. Sou mutante.

E na minha mutação constante uma das mulheres que me tornei foi uma mulher incomodada. – Incomodada? – Sim, incomodada. Enquanto ser pensante e crítico, incomodo-me com as injustiças do mundo, com os julgamentos de certas pessoas, com a inveja alheia, com aproveitadores baratos. Não. Não sou mal amada; nem amargurada. Sou simplesmente crítica. E talvez essa palavra soe melhor que incomodada. Tal como Drummond disse, meus ombros suportam o mundo; não o cura. Mas só porque não posso mudar o mundo, não quer dizer que devo deixa-lo me guiar, me padronizar, me enquadrar. Já sou borboleta. E as fases pelas quais passei já me permitem andar com minhas próprias pernas, me impor, e também fazer só o que eu quero.

A mulher pode ser uma mãe exemplar, uma esposa amorosa, uma dona de casa perfeita. Pode também não querer ter filhos, experimentar um relacionamento aberto, e deixar o lixo de uma semana acumular na sua casa. Pode fazer só o papai e mamãe ou o kama sutra; Pode dizer elogios ou palavras obscenas. Pode ser santinha ou depravada. Pode ser isso tudo ou não ser nada. Rasgamos os sutiãs para sermos o que quisermos ser e não para sermos o que os machistas ou as feministas, os pais ou os namorados esperam que sejamos. Posso experimentar algo novo e gostar ou posso experimentar e odiar. Posso querer ser totalmente liberal ou um pouco tradicional. Posso estar querendo um caso de fim de semana ou um amor para a vida toda. Posso ser a mulher que eu quiser; e no momento estou mais para a que elege essas segundas opções. Várias mulheres habitam em mim – as alheias e as que eu me permiti ser em cada fase da vida. Sou todo e sou parte. Sou mulher. Sou única.

Prazer.

3 em 1 em Minas Gerais: Ouro Branco e Congonhas!

Gente, odeio turismo corrido. Sou do tipo que gosta de sentir o lugar e, para isso, geralmente faço roteiros longos. Mas tem duas cidades em Minas Gerais que valem muito a passada, mas que podem estar sendo engolidas pelo turismo mais popular da vizinha Ouro Preto. São elas: OURO BRANCO E CONGONHAS!

Minha dica para um domingo esperto nessas duas cidades é muito simples e barata! Comece o dia na Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, a qual merece 1 hora do seu tempo, aproximadamente. Considerada Patrimônio Mundial desde 1985, sem dúvidas a Basílica e todo o complexo a sua volta é uma das pérolas da nossa arte barroca. A Basílica foi construída entre 1757 e 1790 (isso mesmo… mais de 30 anos). Não se pode fotografar dentro dela, mas fique a vontade para closes externos com os 12 profetas em pedra-sabão esculpidos por Aleijadinho!!

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congonhas2Em uma porta lateral da Basílica há um espaço onde os devotos de Bom Jesus de Matosinhos deixam o testemunho dos milagres concedidos. É impressionante!

congonhas3.1Já no gramado muito bem cuidado na parte de fora, é hora de refazer os passos de Jesus quando de sua morte (Paixão de Cristo). Nas seis Capelas dos Passos, construídas entre 1819 e 1875, encontram-se 66 esculturas talhadas em madeira tipo cedro também por Aleijadinho, as quais, agrupadas nas capelinhas, representam a ceia, horto, prisão, flagelação, coroação de espinhos, cruz às costas e crucificação.

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congonhas5.1Tomou a dose de arte ou fé do dia? Agora é hora de natureza e água! Minha dica é passar o dia todo na Cachoeira do Itatiaia, localizada no Distrito de Itatiaia, de Ouro Branco! A Queda d’água dessa cachoeira tem mais ou menos 30m, e há vários poços para nadar, e lugar para fazer rappel, mas o que impressiona mesmo é a mata nativa em volta! Lembro que quando fui lá, há cerca de 6 anos, senti uma paz muito grande, tendo essa vista linda a minha volta. cachoeiradoitatiaia1

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cachoeiradoitatiaia3Pronto! A dose de natureza está tomada! Agora é hora de agradecer ao universo o dia lindo que você teve e os que virão! Então, a ideia para terminar o passeio é ir ver o por do sol na Serra de Ouro Branco! O momento é de contemplação pura!

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Serradeourobranco4Bem, essa foi minha dica de 3 passeios em 1 dia na nossa Minas Gerais linda!!! Espero que tenham gostado!

Parque Municipal do Itiquira – uma maravilha em Goiás

Salto do Itiquira

Salto do Itiquira

No feriado de Corpus Christi deste ano decidi ficar “perto de casa” mesmo e fui com minha amiga Dani conhecer o Parque Municipal do Itiquira, que fica a 115km de Brasília. O Parque, que fica aberto todos os dias do ano, está localizado no município de Formosa-GO e quem está em Brasília pode chegar lá indo sentido Formosa, cruzando a cidade e pegando posteriormente a rodovia GO-116, virando em um trevo a esquerda na GO-524. Eu sei que todo mundo hoje em dia usa GPS (inclusive eu), mas mesmo dentro de Formosa, há muita sinalização, então é impossível errar o caminho! Por falar em caminho, que caminho lindo, viu!! Infelizmente quase sem encostamento, porque se tivesse teríamos parado para tirar várias fotos!

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O Parque, mesmo no feriado, não estava tão cheio e foi possível escolher onde estacionar. Claro que as vagas com sombra das árvores já estavam ocupadas pelos que chegaram na horinha que o local é aberto – 9h da manhã -, mas vaga não falta! rsrsrs Falando de horário, o parque abre 9h e fecha 18h, mas só podemos entrar até 16h. Os moradores de Formosa pagam R$3,00 de entrada, os das demais cidades R$10,00 e crianças de até 5 anos não pagam.

Lá é definitivamente um lugar para TODA a família, e das mais variadas! Sabe aquele primo cadeirante? Aquela vozinha linda com um problema na perna? E aquele pai que só quer uma rede pra descansar? Pois é, o acesso ao Salto do Itiquira propriamente dito é feito por 15 minutos agradáveis de caminhada com rampas, bancos, muitas árvores e borboletas!

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E aqueles primos aventureiros, pra quem uma caminhada, uma sombra e água fresca não basta? Pra esses tem a Trilha do Mirante do Salto – 1570m de pura subida, muita pedra e vista linda! Gente, já fiz trilha de 5km em Minas Gerais, mas essa me quebrou, viu. Eu realmente não estava preparada fisicamente pra isso nesse feriado… hehe A trilha é muito íngreme, cheia de pedras soltas.

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É preciso, além de obrigatoriamente estar usando tênis, se alimentar bem antes de subi-la; levar muita água, alguma fruta… enfim… não é fácil para os que não estão no pique. Antes de começar a subir (o que deve ser feito até 14h) é preciso assinar um termo de ciência dos riscos, o qual é adquirido com o guia que fica na entrada da trilha, dentro do parque mesmo. Para ter o acompanhamento desse durante a trilha é necessário pagar uma quantia extra. Para um grupo de até 7 pessoas é cobrado R$200,00. Não vi ninguém contratando esse serviço no dia, até porque isso é algo extra negociado diretamente com o guia (Gustavo 061-96675617).

Enfim, gente, com guia ou sem guia, subindo trilha ou ficando só na cachoeira e nos vários poços para banho o Salto do Itiquira vai te oferecer exatamente o que você estiver procurando – relaxamento, tranquilidade, aventura ou marquinha de bikini.

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